quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Porque você quer se curar?

Jean-Marc Dupuis

Meu amigo Dr. T., que é um dos médicos que mais admiro, nunca começa sem consultar o paciente a fazer a pergunta terrível: "Por que você quer se curar? "

Em outras palavras: "O que você faz com sua vida uma vez que você está curado? Tem certeza de que vale a pena? "

Dr. T. quer que seu paciente tem um objetivo: "Eu tenho que me curar porque eu preciso realizar um projeto e é muito importante para mim", por exemplo.

Desta forma, diz ele, as chances de recuperação aumentam muito para o paciente, especialmente se a doença é crônica. Sua recuperação faz sentido, e muitas vezes a doença também. Sua vida se transforma, e não é apenas seu corpo que pode curar, mas sua mente também, "sua alma".

Assim que o paciente respondeu a esta pergunta, a cura pode ser rápida. Em casos extremos, pode até ser imediata, e parece uma nova pessoa de volta à vida.

Mas não há necessidade de esperar para cair gravemente doente para ver essa transformação. Pelo contrário.

Quando eu tinha 21, meu primeiro chefe, vamos chamá-lo MF, um homem que tinha sido um sucesso espetacular e era adorado por sua comitiva, explicou-me que para ter uma vida bem sucedida, eu tinha que começar a desenvolver a minha filosofia pessoal que iria guiar-me nas minhas decisões todos os dias. Essa filosofia me permitiria seguir o objetivo que eu escolhi, ao invés de ser um joguete dos acontecimentos.

"O primeiro passo, ele me disse, você deve ser o de criar um conjunto de regras para a vida que o ajudarão a reduzir o estresse e desperdício de energia emocional, aumentando a sua eficiência e a sua disponibilidade para o seu (futuro) família e amigos. "

Isto é o que eu fiz e devo dizer, em retrospecto, que a decisão da direção na certa minha vida. Então, hoje eu decidi compartilhar com vocês estas regras de vida que eu defini. Este é um exercício muito pessoal e, basicamente, muito íntimo, mas é o primeiro passo para a "mudança de vida".

Meu objetivo é incentivá-lo a também as regras da vida que você escolher, o que lhe permite viver de forma mais positiva.

Talvez você já tem as regras claramente na sua cabeça. Neste caso, eu encorajo você a escrevê-las. E você pode fazer regras para cada aspecto de sua vida, saúde, suas paixões, com o seu parceiro ou sua família.

Minhas regras, você vai ver, são muito práticas. Mas este é o meu personagem. Cada um deve encontrar seu caminho.
Minhas 12 regras para viver
1-Disciplina. Disciplina é, normalmente, fazer o oposto do que queremos fazer. As formas simples de disciplina são: 1) definir o tempo 2) aprender o que você faz melhor, que é mais importante para nós, e se concentrar nisso 3) substituir hábitos maus com os bons hábitos, um por um, começando com o mais fácil de mudar.

2-Respeitar o tempo que me foi dado. O tempo é a maior riqueza. É o único limite do que pode ser realizado. Perder tempo significa perder sua vida. Então eu tento nunca me envolver em atividades com o único propósito de "passar o tempo." A escolha mais importante na vida é o que nós escolhemos para fazer o nosso tempo.

3-Pense bem antes de qualquer promessa ou compromisso de qualquer natureza. As promessas são contratos que devem ser honrados. Isto inclui as resoluções que eu levo comigo.

4-Um pouco de cautela evita arrependimentos grande. Sempre esperar o melhor e se preparar para o pior. Lamenta real só vêm de não ter feito o seu melhor. Fazer mais do que o que é esperado de mim. A vida é fácil quando você enfrenta os desafios.

5-Eu vou para a cama e acordo na mesma hora todos os dias da semana (22h-6h).Eu só consumo alimentos naturais ricos em nutrientes, evito cafeína após 13h, e evito o álcool dentro de três horas antes de deitar.

6-Todas as manhãs eu escrevo, pelo menos, 90 minutos antes de mais nada. Eu não verificar meus e-mails antes de 09:00.

7-Eu não levo o telefone a menos que tenha um compromisso ou uma chamada de conferência agendada.
8-Eu crio uma lista de coisas para fazer depois de cada jornada de trabalho, e eu começo com estas tarefas na manhã seguinte. Minha importância da leitura (e menos importante ...) são realizadas à noite, no final do meu dia de trabalho. Eu quero atualizar um diário onde anoto meus objetivos da minha vida, e os progressos que eu faço.

9-Eu tento evitar o confronto ou conflito, seja em pessoa ou online. É um desperdício de tempo e energia. Se eu machucar ou se eu cometer um erro, peço desculpas e vou corrigi-lo o mais rapidamente possível. Assim que eu me encontro em uma situação de conflito, eu respiro fundo, eu relaxo,e re-foco no meu trabalho e em meus objetivos.

10-Eu tento sempre ter em mente os dois seguintes slogans:
a) "Nada é importante" por isto quero dizer que a vida é cheia de pequenos mesquinhos que pode nos parar completamente se decidir conceder um interesse. A vida é curta para nos permitir-nos trabalhar para algo diferente de nossos objetivos principais: cada um de nós tem uma missão a cumprir para nós e para os outros. Não há tempo a perder com problemas secundários.
b) "Ela não vai durar": Esta fórmula me ajuda por momentos bons e ruins. Em tempos ruins, como os dias difíceis de intenso esforço ou desconforto, eu sei que "não vai durar." A pequena dor que eu suportar agora será rapidamente esquecida, mais tarde, quando eu gozar os frutos do meu trabalho, ou que penso no que eu realizei. E em tempos bons, tente se lembrar que, mesmo se tudo correr bem, por enquanto, não é uma razão para anular meus objetivos. O que quer que os benefícios do momento, nunca deve deixar-me ir à preguiça, porque há muitas coisas para melhorar nosso mundo, e à espera de alguém para fazer isso.

11-Eu não vou ser a pessoa que eu não quero ser. Eu vou ser nem pequeno, nem ciúmes, nem inveja, nem ceder a qualquer outro sentimento fácil. Eu não vou participar de fofocas. Eu não vou ser negativo quando é mais fácil ser positivo. Não vou prejudicar os outros quando você pode ajudar. Vou tentar saber as tentações, situações e ambientes de vida que eu deveria evitar, e eu farei o meu melhor para evitá-los de forma eficaz, mesmo que isso signifique para mim ficar longe de minhas relações que vivem nestes ambientes. É a minha vida, e isso é mais importante do que os outros pensam de mim.

12-Escrever com honestidade e sensibilidade. Durante muito tempo parei de me preocupar sobre o que os outros pensam de mim. O que importa mais do que as opiniões dos outros, o número de pessoas que posso ajudar, compartilhando os frutos de minha pesquisa, conselhos e encorajamento em minhas cartas. Os poemas de amor mais bonitas são escritos por poetas. Então vamos lá, sem hesitação. Eu não vou ajudar tantas pessoas quanto eu gostaria se eu me mantivesse a mim mesmo "a notícia real." E eu não vou parar até eu não ter ajudado um milhão de homens e mulheres para recuperar o controle da sua saúde, seus corpos e suas mentes para transformar suas vidas, melhor e se preparar melhor para o seu futuro viver o momento presente.

É isso aí. Essas doze regras permitem-me viver minha vida com menos complexos de energia, mais e mais eficazmente do que se eu não tivesse definido uma filosofia clara. Não estou dizendo que é claro que eu vir o tempo todo, todos os dias, a respeitá-los todos. Mas isso me dá um quadro e um "alarme" por dentro quando eu poderia atravessar a linha vermelha.


Francamente, eu sei que a cada semana, você toma decisões que lhe permitem remorso e talvez até mesmo culpa. Ou por outro lado, você também tomar as decisões que você sabe que são bons - mesmo que sejam difíceis de fazer.

Sua vida não seria melhor se você tomar decisões com menos esforço, e indo direto ao ponto? Bem, é precisamente por isso que são feitas as regras de vida, a sua filosofia pessoal.
A Vida será mais fácil uma vez que você começar a aderir a suas próprias regras - em vez de agir de acordo com o que os outros esperam de você, ou melhor, o que você acredita que eles esperam de você.

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Reflexão do dia: "A chave é agregar valor às vidas dos outros"

domingo, 15 de janeiro de 2012

Médico conta bastidores do "lobby farmacêutico"

Daniel Carlat

25 de novembro de 2007




Era um dia frio de outono na Nova Inglaterra, em 2001, e o amistoso representante da Wyeth Pharmaceuticals me visitou em meu consultório em Newburyport, Massachusetts, para me convidar a fazer palestras a outros médicos sobre o uso do Effexor XR como remédio para a depressão. A Wyeth forneceria as ilustrações para as palestras e me pagaria um curso que me ensinaria a falar melhor em público.

Eu visitaria os consultórios de outros médicos na hora do almoço e receberia US$ 500 por sessões de almoço informativo. Os honorários subiriam para US$ 750 caso eu tivesse de viajar mais de uma hora de carro. A empresa bancaria uma viagem de "treinamento de professores" a Nova York, onde eu seria mimado em um hotel da região central de Manhattan por duas noites, além de receber um "honorário" adicional.

Eu tinha um consultório psiquiátrico movimentado, e minha especialidade era a psicofarmacologia. Conhecia bem o Effexor, e havia lido estudos recentes segundo os quais o medicamento poderia ser ligeiramente mais eficiente que os remédios conhecidos como SSRI, os antidepressivos mais comuns - Prozac, Paxil e Zoloft, por exemplo.

"SSRI" quer dizer inibidor de regeneração seletiva de serotonina. O remédio eleva a presença do neurotransmissor serotonina, um produto químico que o cérebro produz e ajuda a regular nossos humores. O Effexor estava sendo comercializado como inibidor duplo de regeneração, o que significava que ele elevava ao mesmo tempo a serotonina e a norepinefrina, outro neurotransmissor.

A teoria promovida pela Wyeth era a de que dois neurotransmissores com certeza seriam melhores que um. Eu já havia receitado Effexor a diversos pacientes, e o remédio me parecia trabalhar no mínimo tão bem quanto os SSRI.

Se eu fizesse palestras a clínicos sobre o Effexor, arrazoei, não estaria violando a ética. A Wyeth talvez se beneficiasse, mas os demais médicos também obteriam vantagens, porque receberiam mais informação sobre um bom remédio.

Poucas semanas mais tarde, minha mulher e eu estávamos no saguão do luxuoso Millenium Hotel, em Manhattan. Na recepção, me foi entregue uma pasta que continha o cronograma das palestras, um convite para diversos jantares e recepções, além de dois ingressos para um musical da Broadway.

Comecei a sentir certa dor na consciência. O dinheiro investido parecia excessivo, se o objetivo do grupo farmacêutico era simplesmente que eu instruísse os médicos que trabalham em pequenas cidades ao norte de Boston.

Na manhã seguinte, começou a conferência. Cerca de uma centena de psiquiatras, de diversas regiões dos Estados Unidos, estavam presentes. Na agenda, havia palestras de alguns dos mais respeitados acadêmicos do ramo, entre os quais Michael Thase, da Universidade de Pittsburgh, o pesquisador que, trabalhando quase sozinho, havia colocado o Effexor no mapa, com um grande projeto de meta-análise, e Norman Sussman, professor de Psiquiatria da Universidade de Nova York, que servia como mestre de cerimônias do evento.

Eles subiram ao palco para descrever o inovador trabalho que haviam realizado ao sintetizar dados de mais de dois mil pacientes envolvidos em estudos de comparação entre o Effexor e os SSRI. Thase revisou os resultados da meta-análise.

Depois de cuidadosamente obter e processar dados de oito testes clínicos diferentes, Thase publicou uma constatação verdadeiramente significativa: o Effexor causava remissão em 45% dos pacientes, ante índices de 35% para os SSRI e de 25% para os placebos.

Caso o Effexor fosse de fato mais efetivo que os SSRI, isso na prática representaria uma revolução na psiquiatria, e poderia gerar lucros polpudos e não planejados para a Wyeth. Thase mencionou uma série de possíveis críticas aos seus resultados, e as refutou de maneira convincente.

Por exemplo, observadores céticos haviam apontado que Thase era um consultor pago da Wyeth, e que os dois co-autores de seu estudo eram funcionários da empresa. A isso, ele respondeu que havia trabalhado com todos os dados disponíveis na empresa sobre os medicamentos em questão, sem escolher os estudos mais favoráveis ao Effexor.

Outra objeção era a de que, embora o estudo fosse identificado como comparação entre o Effexor e os SSRI em geral, na verdade a maioria dos dados comparavam o Effexor a um concorrente específico na outra categoria, o Prozac.

Mas Thase anunciou que, depois do estudo original, ele havia estudado dados sobre o Paxil e outros medicamentos, e que havia constatado diferenças semelhantes nos índices de remissão. Para seu estudo, Thase escolheu o que, na época, era um indicador incomum no que tange aos resultados de tratamento com antidepressivos: a "remissão", em lugar da medida padrão de eficiência, conhecida como "resposta".

Nos testes de medicamentos antidepressivos, "resposta" é definida como uma melhora de 50% nos sintomas de depressão, enquanto "remissão" é definida como recuperação "completa". Thase apontou que, mesmo que remissão fosse definida de maneiras diferentes, o Effexor superava os resultados dos SSRI em todos os casos.

O próximo palestrante, Norm Sussman, recebeu o bastão de Thase e estudou o conceito de remissão de maneira mais detalhada. Sussman apresentou sistematicamente o "maço de slides" da Wyeth - os slides preparados pela empresa que deveríamos usar em nossas apresentações.

Se Thase interpretou o papel de estudioso fascinante, Sussman era o populista envolvente, traduzindo alguns dos conceitos de pesquisa mais secos em termos que nossa audiência, formada por clínicos, conseguiria compreender.

"O paciente está fazendo tudo que costumava fazer antes da depressão?", ele perguntou. "Está se saindo ainda melhor do que antes? Isso é remissão". Para nos convencer ainda mais, ele destacou um slide que demonstrava que pacientes em remissão tinham menos chance de recaída ou de novos episódios depressivos do que pacientes que simplesmente exibissem "resposta".

No que tange aos efeitos colaterais, o maior problema do Effexor era a possibilidade de que causasse hipertensão, um efeito colateral que os SSRI não provocam. Sussman nos mostrou dados de testes clínicos indicando que, em baixa dosagem, cerca de 3% dos pacientes que tomavam Effexor sofriam de hipertensão, ante 2% dos pacientes que receberam placebos.

A diferença entre o medicamento e o placebo era de apenas 1%, ele comentou. A leitura dos dados que ele apresentou era precisa. Mas revendo as anotações que fiz, agora, percebo, no entanto, que outra maneira de descrever aqueles números seria afirmar que a chance de hipertensão entre os usuários do Effexor era 50% mais elevada do que entre os usuários do placebo.

Sabia que aquelas palestras não representavam de forma alguma um processo imparcial de instrução médica, e que aquilo que os palestrantes nos estavam dizendo representava uma visão de marketing. Mas quando alguém o convida para uma viagem a Manhattan, com todas as despesas pagas, e o coloca entre os profissionais mais respeitados em seu campo, é inevitável que você desative ao menos parcialmente o seu senso crítico.

No final da última palestra, todos recebemos envelopes ao sair da sala. Dentro deles, havia cheques no valor de US$ 750. Era hora de aproveitar a cidade. Quando voltei ao meu consultório em Newburyport, já havia duas mensagens de representantes locais da Wyeth em minha secretária eletrônica, me convidando para fazer apresentações em consultórios de médicos locais.

Eu estava a ponto de me tornar parte da legião de 200 mil médicos norte-americanos que recebem pagamentos das empresas farmacêuticas para divulgar os medicamentos que elas fabricam. Presumi que os representantes me houvessem escolhido devido a minhas qualidades profissionais ou pessoais.

A primeira palestra que fiz me fez reconquistar o equilíbrio. A recepcionista abriu a divisória de vidro e perguntou se eu tinha hora marcada. "Estou aqui para fazer uma palestra", respondi. "Ah, você veio para o almoço do remédio", ela rebateu.

Eu havia sido classificado instantaneamente como uma parte de um almoço cujo objetivo era convencer o médico a receitar determinado medicamento. O representante do laboratório que havia marcado o almoço estava quase sempre presente, em todas essas ocasiões, e era quase sempre uma mulher atraente que providenciava bandejas de sanduíches finos para alimentar os convidados.

Quando o número de médicos presentes atingia massa crítica, era minha hora de entrar e iniciar a palestra, distribuindo o material que eu havia criado com base nos slides oficiais. Eu discutia a importância do conceito de remissão, as bases do estudo de Thase, a dosagem do remédio a ser prescrita, os efeitos colaterais, e fazia uma rápida revisão sobre outros antidepressivos.

Embora tivesse algumas dúvidas, me senti impressionado com a vantagem de 10% em índices de remissão do Effexor zobre os SSRI. A vantagem parecia significativa o bastante para compensar os efeitos colaterais mais graves do Effexor.

À medida que as representantes e eu começamos a nos conhecer melhor, elas passaram a me tratar como um colega da equipe de vendas. Eu recebia faxes antes das palestras, com informações sobre médicos específicos. Em minha ingenuidade, me espantei com o nível de detalhe que os fabricantes de medicamentos conseguem acumular sobre as vidas dos médicos e seus hábitos ao receitar.

Perguntei às representantes com quem trabalhava sobre isso, e elas me disseram que recebiam relatórios que indicavam o que os médicos locais haviam receitado a cada semana. O processo é conhecido como "garimpagem de dados de receita", e empresas especializadas no mercado farmacêutico, tais como a IMS Health e a Verispan, adquirem dados sobre receitas atendidas por farmácias locais, e depois os reformatam e revendem a empresas farmacêuticas.

A informação a seguir é transmitida aos representantes das companhias, que a empregam para desenvolver estratégias personalizadas de venda. Isso pode incluir a seleção de médicos a procurar, bem como ajudar o processo de venda de outras maneiras.

Por exemplo, Shahram Ahari, ex-representante farmacêutico da Eli Lilly, fabricante do Prozac, e agora pesquisador na Escola de Farmácia da Universidade da Califórnia em San Francisco, declarou em artigo publicado no Washington Post que, quando trabalhava como representante, usava os dados de receitas para descobrir que médicos estavam receitando concorrentes do Prozac, como o Effexor, e em seguida, em sujas conversas com eles, destacava as características específicas do Prozac que exibiam contraste favorável com o medicamento concorrente, tais como a facilidade dos pacientes para deixar de lado o remédio, comparada às dificuldades que os usuários sentem ao suspender o uso do Effexor.

Nos meses que se seguiram, fiz muitas palestras. Nesse meio tempo, continuei acompanhando a literatura farmacêutica relacionada ao Effexor, e comecei a perceber que nem todas as notícias eram positivas. Quando surgiram mais dados comparando o Effexor aos SSRI, ficou aparente que a vantagem de remissão do Effexor era menor do que a alardeada - mais próxima de 5% do que de 10%.

Também descobri outras críticas ao trabalho de meta-análise desenvolvido por Thase. Por exemplo, alguns pacientes que participaram de estudos originais do Effexor haviam usado os SSRI no passado e presumivelmente não responderam bem a eles.

Isso significava que a população envolvida no estudo poderia ter sido semeada já de início com pacientes resistentes ao tratamento com os SSRI. Não mencionei nada disso em minhas palestras, mas estava começando a enfrentar problemas quanto aos aspectos éticos do meu silêncio.

Um dos momentos mais desconfortáveis surgiu quando fiz uma apresentação diante de um grupo de psiquiatras. Ao me referir a um grande estudo pago pela Wyeth, informei que os pacientes só eram passíveis de hipertensão caso usassem Effexor em dosagem superior a 300 miligramas diários.

"Mesmo?", disse um dos psiquiatras. "Já encontrei hipertensão em dosagens mais baixas, entre meus pacientes". "Suponho que isso seja possível, mas é uma ocorrência rara, na dosagem normalmente usada em antidepressivos", respondi.

Ele franziu a testa e fez que não com a cabeça: "Não é isso que testemunhei". Procurei na pasta em que guardava alguns dos principais estudos sobre o Effexor, para o caso de surgirem questões como essa. De acordo com um estudo, o índice de hipertensão arterial era de 2,2% entre os pacientes tratados com placebo e de 2,9% entre os que usavam Effexor em dosagem inferior a 300 miligramas diários.

Os pacientes que usassem dosagem superior a 300 miligramas tinham risco de hipertensão de 9%. Eu havia mencionado os dados exatamente como o estudo os apresentava. Mas não mencionei as limitações dos dados. Não mencionei, por exemplo, que se o foco fosse aplicado a pacientes com dosagem de entre 200 e 300 miligramas diários, uma dosagem comum na prescrição do remédio, a incidência de hipertensão era de 3,7%.

A careta do psiquiatra naquela palestra ficou em minha memória. Imaginei se ele me via como aquilo que eu temia ter me tornado - um representante farmacêutico com diploma em medicina. Dados os cheques de US$ 750 por uma conversa com outros médicos, eu estava certamente ganhando dinheiro fácil.

Era como um vício, não foi fácil abandonar o hábito. Havia outro problema. Pacientes que suspendiam o tratamento com o remédio estavam reportando sintomas como tontura e náuseas severas, sensações bizarras de choque elétrico em suas cabeças, insônia, tristeza e choro.

Começou a gradualmente ficar claro que se tratava de sintomas causados pela abstinência. Na reunião da Wyeth em Nova York nos haviam assegurado de que os sintomas causados por abstinência não eram comuns, no Effexor, e em geral era possível evitá-los por meio de uma redução gradual da dosagem.

Mas, em meu consultório, era comum que essa idéia não funcionasse, e os pacientes estavam sofrendo para largar o remédio. Isso me fez pensar duas vezes antes de receitá-lo, dali por diante. Em minhas palestras, eu mencionava os dois aspectos da questão, afirmando que os sintomas causados pela abstinência podiam ser fortes mas que "em geral" eram evitáveis.

Não havia dados sólidos publicados, e me convenci de que estava dizendo "a maior parte" da verdade. Comecei a desenvolver mais e mais reservas quanto a recomendar o Effexor como remédio de "primeira linha". Na minha próxima palestra de almoço, mencionei, perto do final da apresentação, que existia a possibilidade de que os SSRI fosse igualmente eficientes no combate à depressão.

Senti-me ousado, mas deixei o consultório com uma sensação de integridade restaurada. Alguns dias mais tarde recebi uma visita do mesmo gerente regional que me havia oferecido o trabalho. Sempre agravável, ele disse que "as representantes contaram que você não foi tão entusiástico sobre o nosso produto, na última palestra.

E eu respondi que nem o Dr. Carlat marca pontos em todas as partidas. Você anda doente?" A mensagem do gerente não poderia ter sido mais clara: eu estava sendo pago para recomendar o remédio deles. Caso deixasse de fazê-lo, minha contribuição já não interessaria à empresa.

Um ano depois de começar a fazer palestras para laboratórios farmacêuticos, deixei o trabalho. Ganhei cerca de US$ 30 mil em renda adicional, com essas palestras, um acréscimo significativo aos US$ 140 mil anuais que eu faturava com meu consultório.

Agora, publico um boletim de educação médica para psiquiatras que não é financiado por empresas farmacêuticas, e tenta avaliar as pesquisas e as alegações de marketing sobre remédios. Continuo a atender pacientes, e a receitar o Effexor.

Pensando no ano que passei trabalhando para a Wyeth, me pergunto se representar a empresa me levou a fazer coisas que não deveria. Meu conselho teria convencido médicos a fazer más escolas de medicamentos, e com isso teriam seus pacientes sofrido de maneira desnecessária?

Talvez. Estou certo de que persuadi muitos médicos a receitar o Effexor, o que pode ter contribuído para problemas de pressão e sintomas causados pela abstinência. Por outro lado, talvez esses pacientes tenham melhorado mais de suas depressões do que seria o caso com um SSRI. Não muito provável, mas ao menos é possível.

(Daniel Carlat é professor assistente de Psiquiatria Clínica na Escola de Medicina da Universidade Tufts e editor do Carlat Psychiatry Report.)

Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME
The New York Times Magazine

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Comprimidos que melhoram a memória

Comprimidos que melhoram a memória

Está na moda entre alguns defensores da medicina natural, de recusar qualquer tipo de pílula, alegando que um estilo de vida saudável poderia se manter saudável, sem comprimidos.

Você adivinhou: não estou no mesmo saco da grande indústria farmacêutica, que vende pílulas que contêm venenos químicos, e os fabricantes de suplementos alimentares que vendem nutrientes essenciais ... sim, também em forma de pílula. Estamos em 2012 e ainda não havia melhor garantia para a composição, dosagem e da ausência de contaminação destes produtos naturais.

Existem pílulas que são boas, porque elas contêm nutrientes que nosso corpo necessita, e não são necessariamente suficientes em nossa dieta moderna empobrecida. E hoje, eu apresento: pílulas de vitamina B e ácido fólico.

Pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália demonstraram recentemente que as pílulas de vitamina B12 e ácido fólico melhoram a memória e a função cerebral. Publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, uma das mais prestigiadas revistas médicas de nutrição, o estudo mostra que diáriamente, e a longo prazo, o ácido fólico e a vitamina B12, aumentam as habilidades cognitivas, especialmente a memória , depois de dois anos. (1)

As vitaminas B são essenciais para o sistema nervoso. Quanto maior o seu nível de estresse aumenta, você precisa de mais vitamina B. Se você perder, é o seu sistema nervoso, particularmente o cérebro que sofre.

Condução do estudo

O diretor do estudo, Dr. Janine Walker, trabalhou por dois anos com sua equipe a um grupo de idosos deprimidos e estressados ​​por suas condições de vida. O estudo foi dar a um grupo de voluntários uma dose diária oral de comprimidos, 400 microgramas de ácido fólico e 100 microgramas de vitamina B, para medir se iria retardar o declínio cognitivo.

Outro grupo recebeu um placebo único (pílulas falsas). Pesquisadores avaliaram os dois grupos após 12 e 24 meses, através de testes para medir a capacidade mental.

No grupo que tomou a "real" pílula de ácido fólico e vitamina B encontrou-se uma memória significativamente melhor que a o outro grupo. A equipe de pesquisa descobriu que o estresse causa a inflamação das estruturas neuronais no cérebro e impede a transmissão de energia elétrica e produtos químicos entre as células nervosas, que é necessário para a formação da memória e manutenção de habilidades cognitivas. O corpo usa as vitaminas B, especialmente de vitamina B12 para combater a inflamação no cérebro e ativar a comunicação eficaz de neurônios.

Outros pensamentos sobre suplementos alimentares ...

Ao longo da história, os seres humanos têm consumido produtos para além da sua dieta diária. Muitos desses produtos eram desnecessários, é verdade: acho que de testículos de tigre, ou chifre de rinoceronte, que ainda está vendendo 50 000 dólares por quilo na China agora, por causa de suas virtudes alegadas como "afrodisíacos". (2)

Eu mesmo entre aqueles que pensam que é por causa de seu conhecimento das plantas, dos extratos de determinados animais, minerais e virtudes que os homens tenham sobrevivido até agora.

Medicina científica moderna nos querem fazer crer que, antigamente, os médicos eram todos charlatães, apenas bons para colocar sanguessugas em seus pacientes: nada de valor existiria antes de Pasteur e antibióticos . Na melhor das hipóteses, eles concordam em voltar para Paré, médico dos reis da França durante o Renascimento, conhecido como o pai da cirurgia moderna, ou para incluir Hipócrates, médico grego do século V aC, 2500 anos atrás .

Mas homo sapiens existem há pelo menos 200.000 anos. Viveram 197 500 antes de Hipócrates, e antropólogos traçam o "homo" gênero a 3 milhões de anos.


Os comprimidos vendidos hoje pelos laboratórios (seriamente) de suplementos dietéticos que são a forma moderna, geralmente cientificamente testados, higienizados e utilizados esses remédios por toda a eternidade. Conhecê-los - ou estar interessado - Eu acho que faz parte da cultura essencial para o homem moderno, ser iluminado.

www.santenatureinnovation.fr


Jean-Marc Dupuis

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CURSO PSYCH-K

I Curso Básico de PSYCH-K em Cascavel
Transferido para 25 e 26 de Fevereiro de 2012


Inscrições Abertas!
Vagas Limitadas.

Maiores informações:
www.libertesuamente.com.br

Recomendado pelo cientista Bruce Lipton em seu livro A Biologia da Crença
como um método eficiente para mudar crenças autolimitantes na mente
subconsciente, modificando positivamente a percepção e a criação da
nossa própria realidade.

O que é o PSYCH-K®?

Sua realidade é criada por suas “crenças”. Essas crenças são frequentemente o resultado de programações que ocorreram ao longo da vida e representam uma poderosa influência no comportamento humano. As conclusões (ou seja, crenças, atitudes, valores etc) desenhadas pela nossa experiência passada são armazenadas na nossa mente subconsciente, abaixo do nível da percepção consciente. Essas crenças subconscientes criam filtros de percepção através dos quais nós respondemos aos desafios da vida. É através das nossas crenças que formamos a percepção do mundo e de nós mesmos e a partir dessas percepções nós desenvolvemos comportamentos.

Frequentemente, a forma mais efetiva de mudar um comportamento é mudar a(s) crença(s) subconsciente(s) que o(s) apoia(m). É isso que o PSYCH-K faz, fornecendo uma variedade de formas para rapidamente identificar e transformar crenças que nos “limitam” em crenças que nos “apoiam”, em qualquer área de nossas vidas, permitindo-nos direcionar conscientemente as mudanças sem passar por dores ou dificuldades desnecessárias.

Trata-se de um método simples e direto para mudar crenças autolimitantes no nível subconsciente da mente, onde quase todos os comportamentos humanos – construtivos e destrutivos – se originam. Seu propósito geral é acelerar a evolução individual e global pelo alinhamento das crenças subconscientes com a sabedoria consciente das maiores tradições espirituais e intelectuais.



O que você aprenderá no CURSO BÁSICO DE PSYCH-K®

No módulo básico serão ensinadas estratégias básicas de comunicação direta com as mentes subconsciente e superconsciente. Esta comunicação é o primeiro passo para mudar crenças auto-limitantes. Também serão ensinadas técnicas de integração dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo, que dão origem a um estado chamado “cérebro-integral”, um estado mais suscetível a mudanças rápidas e de longa duração em programas subconscientes obsoletos. O aspecto espiritual também é levado em conta em todos os processos do PSYCH-K®. Robert Williams, criador do método, afirma que é possível, através de um teste muscular, acessar a mente “superconsciente” da pessoa e verificar se suas metas são seguras e apropriadas.

Serão ensinadas 3 diferentes técnicas, ou equilíbrios, para efetuar o processo de mudança. Os equilíbrios são utilizados para internalizar as crenças escolhidas e atingir as metas desejadas. São eles:

Equilíbrio da Nova Direção
Equilíbrio de Resolução.
VAC
Serão fornecidas 175 amostras declarações positivas, dentro das 7 categorias-chave da vida, que podem ser testadas e equilibradas. Essas categorias são: dor/perda, autoestima, relacionamentos, saúde/corpo, prosperidade, poder pessoal e espiritualidade. Também será ensinado no curso como construir suas próprias metas, numa linguagem acessível à mente subconsciente, para que se possa manifestar quaisquer mudanças desejadas na vida, em qualquer aspecto, não se limitando apenas a tais categorias.



O que você aprenderá no CURSO AVANÇADO DE PSYCH-K®

Neste nível, são ensinados os seguintes novos equilíbrios:

Rapport: esse processo ensinará como criar um senso de verdade e segurança em relação ao outro, permitindo uma comunicação verbal e não-verbal mais efetiva;
Pontos de Crença: serão ensinados 12 pontos de energia no corpo, derivados da medicina tradicional chinesa, que influenciam nossos níveis físico, mental e emocional. Esses pontos fornecem informações valiosas sobre limitações que infligimos a nós mesmos a partir de crenças subconscientes, facilitando mudanças nas mesmas;
Equilíbrio por Substituição: essa técnica usa um substituto para realizar o teste muscular e o equilíbrio por outra pessoa, que pode estar ou não fisicamente presente. Também pode ser usado para animais de estimação;
Foco de Energia: um processo que permite focar energia num ponto do corpo com objetivo de mudar a energia de um ponto de crença ou corrigir desequilíbrios energéticos em nós mesmos e nos outros;
Equilíbrio da Crença Central: esse processo alinha 13 crenças centrais que apoiam a manifestação de nosso pleno potencial na vida;
Equilíbrio de Relacionamento: essa experiência ajudará a cicatrizar questões com o outro, bem como a entender melhor as lições a serem aprendidas nos relacionamentos;
Equilíbrio de Ligação com a Vida: o “trauma do nascimento” e o “medo da morte” são dois aspectos poderosos na existência humana que podem limitar a felicidade. Será ensinado como libertar-nos do estresse associado a essas experiências, liberando-nos para experienciarmos a plenitude da vida;
Círculo de Energia de Cura: essa experiência utiliza a focalização de energia de grupo, permitindo-nos vivenciar os efeitos extraordinários do amor concentrado e incondicional.


Certificação

O curso de formação em PSYCH-K confere aos participantes a certificação como Facilitadores de PSYCH-K pelo PSYCH-K Centre International , que os torna também habilitados a utilizar a técnica profissionalmente.



Maiores informações:
www.libertesuamente.com.br
www.psych-k.com

marinamicro@hotmail.com

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Texto!

Vimos que o homem nada mais é do que uma célula viva, mais ou menos consciente de sua unidade com a Infinita Vida Universal, Autocriativa e Todo-Poderosa, e que essa Vida se fundamenta no Equilíbrio, pois para criar-se e recriar-se, o equilíbrio é indispensável. todo desequilíbrio é uma parada da Evolução e prova nosso distanciamento das Leis da Vida Universal.
Podemos facilmente compreender, agora, que o homem é um centro vital que faz parte integrante do Universo da Vida, ele está sujeito as mesmas Leis do Equilíbrio. É um centro de atração, assimilação e exteriorização da Vida em todos os planos. Quando há um desequilíbrio em suas funções, podemos constatar que há um obstaculo ao fluxo natural da vida; chamamos isso de sofrimento, doença, dor. A doença é pois um desequilíbrio que pode se produzir tanto no plano espiritual como no mental, emocional ou físico; seja qual for o plano em que se manifeste, esse desequilíbrio também afetará os demais planos pois, repetimos, tudo tem relação na Vida.
Aquele que tenha consciência do Divino em si mesmo e que viva de acordo com essa consciência, não se afastará jamais, em nenhum plano das leis Vitais e Espirituais; ele as obedecerá e encontrará a Felicidade integral; estará na harmonia da Vida, permanecerá no Equilíbrio da Vida, e poderá criar e recriar-se constantemente. Mas aquele que não souber viver integralmente em todos os planos dessa Consciência Espiritual, que violar as Leis da Vida por ignorância ou por mau hábito, criará um desequilíbrio; produzirá um retardamento em sua Evolução e por consequência, na Evolução geral. Mesmo que esse retardamento ocorra em um só destes planos (físico, moral ou espiritual), se a causa persistir, o desequilíbrio atingirá também os demais planos, pois existe uma interdependência entre eles e tudo que está relacionado na Vida.
Que é a doença do ponto de vista fisiológico? Um desequilíbrio devido a um erro ou infração das Leis Naturais da Vida. Esse erro será frequentemente de origem espiritual ou moral, mas acabará por se estender gradualmente a todos os planos. Dissemos que a matéria é formada pelo Espírito; portanto, é fácil compreender que toda doença física tem uma causa espiritual, e que a consciência e a matéria se influenciam reciprocamente. É evidente que o espiritual tem uma importância bem superior ao moral e ao físico, e que o homem consciente de sua espiritualidade dominará esses outros completamente. Entretanto, como a humanidade atual é profundamente materialista, infelizmente é o contrario que acontece.

ROMOLO MANTOVANI

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Não trate apenas dos sintomas...

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.
A cura real somente acontece do interior para o exterior ...
- Sim, diga a seu médico que vc tem dor no peito, mas diga tb que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.
-Conte a seu médico que vc tem azia, mas descubra o motivo pelo qual
você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.
-Relate que vc tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer tb que
não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil
suportar o peso de suas frustrações.
- Mencione que vc sofre de
enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a
autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente
ansioso.
- Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a
neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do
pessimismo e o câncer do egoísmo.
Não querem mudar de vida.
- Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.
- Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.
- Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.
-Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho
ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas
experimentadas.
-Suplicam auxílio para os problemas de tireóide,
mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz
para expressarem suas legítimas necessidades.
- Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a
afetividade por conta das feridas emocionais do passado.
- Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro
que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.
Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria
divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.

Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde
encontraremos os remédios que nos curam por dentro. Há dois mil anos
esses remédios estão à nossa disposição.

(Autor Desconhecido)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Auto- Cura, Hipócrates

Hipócrates, médico grego, já dizia desde antes de Cristo que a doença era provocada pela relação do homem com agentes externos como: alimentação e meio ambiente. Estes fatores poderiam influenciar negativamente o sistema de funcionamento do organismo, gerando situações internas que acabavam em doenças. Também percebia a força natural do organismo de lutar contra essas situações.

“NOSSA NATUREZA É O MÉDICO DE NOSSAS DOENÇAS.”
Hipócrates, século IV antes de Cristo.